quinta-feira, 28 de junho de 2018

Câmara aprova reajuste do 'salário-esposa' dos servidores do Tribunal de Contas do Município de SP


A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta semana o reajuste dos servidores do Tribunal de Contas do Município (TCM), criou dois novos benefícios e reajustou o chamado salário-esposa.
O benefício foi concedido aos servidores homens que são casados ou vivem junto com mulheres que não trabalham. A lei municipal que concede este privilégio é de 1979. No estado, a lei é de 1968.
Em São Carlos, no interior do estado, o Ministério Público (MP) entrou com ação dizendo que o salário-esposa é inconstitucional. Um juiz acatou em caráter provisório e, desde dezembro, o benefício está suspenso por lá.
Caso o prefeito Bruno Covas (PSDB) sancione a lei aprovada, os servidores do TCM terão aumento de 2,84% no salário. O prefeito afirmou nesta quinta-feira (28) que vai devolver o projeto para a Câmara.
"Nem sancionar, nem vetar, nós vamos devolver assim que a gente receber o projeto da Câmara Municipal, porque se trata de outro poder, um outro orçamento", disse. "A gente não vai entrar em uma decisão interna da Câmara", disse.
Se sancionada, os funcionários do TCM também vão receber auxílio-alimentação de R$ 573 e auxílio saúde. O servidor que tiver plano de saúde privado poderá mostrar o pagamento da mensalidade e será reembolsado em até R$ 1.079.

Aprovação pela maioria dos vereadores

O pacote de benefícios recebeu 31 votos a favor e seis contra e foi votado na terça. O reajuste salarial de 2,84% aos funcionários do TCM será retroativo a partir de 1º de março de 2018.
Os benefícios irão aumentar em R$ 16 milhões o orçamento do TCM por ano, segundo estimativa do próprio órgão anexada ao projeto de lei disponibilizado pela Câmara.
O vereador Caio Miranda Carneiro comentou a decisão. "Votar contra não é contra os servidores. É por coerência. Professores e todas as outras carreiras da Prefeitura não vão ter direito auxílio alimentação, auxílio saúde de reembolso e os reajustes também não são lineares, recompondo a inflação como foi para Câmara."
Nos últimos meses, o TCM tem barrado licitações e projetos da Prefeitura, desde o início da gestão de João Doria (PSDB) em 2017. Em abril, o órgão suspendeu a licitação da Prefeitura para o serviço de varrição e limpeza da capital, apontando 19 irregularidades no edital. Outra discussão envolveu o contrato da parceria público-privada da iluminação, em cujo caso o Tribunal defendeu a anulação do projeto.
Em março, o TCM também criticou a reforma da previdência dos servidores paulistanos proposta por Doria. No primeiro ano à frente da Prefeitura, Doria encontrou barreiras no Tribunal de Contas, que questionou mais de 70 editais.
Não receberão os benefícios servidores que estiverem em processo de exoneração, em afastamento ou licenças sem remuneração. Servidores vitalicíos e comissionados, além de integrantes de outros órgãos cedidos ao TCM, receberão os benefícios. Neste último caso, só vale para servidores que já não recebam o mesmo suplemento dos órgãos de origem.
O pacote de benefícios é o mesmo que foi aprovado aos servidores da Câmara Municipal pela própria Casa.
Em nota, o TCM informou que "o projeto de lei aprovado pela Câmara confere aos servidores do Tribunal de Contas isonomia em relação aos servidores do Legislativo, atendendo a uma pauta da campanha salarial das categorias de ambas as instituições", já que o órgão atua como auxiliar das funções da Câmara.
O Tribunal informou ainda que, cumprindo o "papel constitucional de controle externo", "segue o que prescreve o ordenamento jurídico, zelando pela correta aplicação dos recursos públicos". "O controle das licitações, contratos, gestão orçamentária, contábil e patrimonial do município é feito sempre precedido de estudos especializados e embasados em relatórios de auditoria, que seguem normas internacionais.

Novo reforço! Vasco finaliza a contratação de ex-jogador do Flamengo


O Vasco finalizou na tarde desta quinta-feira os últimos detalhes da contratação de mais um jogador para a sequência da temporada de 2018. Trata-se do ex-jogador do Flamengo Lenon, que é natural do Rio de Janeiro e vinha defendendo as cores do Guarani (SP). Atualmente com 28 anos, o jogador treina desde a última segunda com o grupo cruzmaltino, mas apenas agora teve sua situação regularizada.
É um prazer estar aqui hoje. Estou contente com essa oportunidade de defender um clube da grandeza do Vasco da Gama. É um grande chance dentro da minha carreira e me sinto bastante feliz. Conheço o clube, a história e o que significa vestir essa camisa. Fui muito bem recebido por todos no grupo e vou procurar trabalhar bastante para conquistarmos juntos os nossos objetivos", afirmou Lenon, acrescentando em seguida.
"A mensagem que deixo para o torcedor vascaíno é que vestir essa camisa é um grande prazer. Eu aceitei esse desafio porque tenho a ambição de fazer história com a camisa do clube, assim como fiz lá no Guarani. Vou procurar honrar essa camisa todas as vezes que entrar em campo", concluiu o lateral-direito.
Confira a ficha do novo reforço vascaíno
Nome: Lenon Fernandes Ribeiro
Data de nascimento: 02/05/1990 (28 anos)
Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)
Altura: 1,77 m
Peso: 65 kg
Posição: Lateral-direito
Clubes:
2009 a 2013 - Flamengo
2010 - Goiás
2011 - Duque de Caxias
2011 a 2012 - Náutico
2012 - Sport
2013 - Macaé
2013 a 2014 - Duque de Caxias
2015 - Cabofriense
2015 a 2018 - Guarani
Títulos:
2009 - Campeonato Carioca - Flamengo
2009 - Campeonato Brasileiro - Flamengo
2011 - Copa Pernambuco - Náutico
2018 - Campeonato Paulista - Série A2 - Guarani

Flamengo efetiva Mauricio Barbieri e assina com o treinador até o fim do ano


Comandante do líder do Campeonato Brasileiro, Mauricio Barbieri teve o bom momento recompensado. O Flamengo anunciou nesta quinta-feira que efetivou o treinador como responsável pelo comandado técnico. Ele assinou contrato com o Rubro-negro até o final da temporada.
O primeiro jogo de Barbieri como treinador do Flamengo foi no amistoso contra o Atlético Goianiense, no começo de abril. Ao todo foram 19 jogos, com 11 vitórias, seis empates e apenas uma derrota. 
Além de Barbieri, Maurício Souza, técnico campeão da Copa São Paulo deste ano, foi efetivado na função de auxiliar da comissão permanente.

Vereador de Campos pede exoneração dos secretários de educação e saúde da cidade por “falta de trabalho"



O vereador Jorginho Virgilio (PTC) convocou a imprensa para uma coletiva na manhã desta quinta-feira (28) para comunicar que pediu a exoneração dos secretários Brand Arenari da educação e Fabiana Catalani da saúde, ao prefeito Rafael Diniz (PPS).

Segundo Virgilio, durante a gestão de Arenari, não houve avanço na educação do município de Campos. “Brand assumiu o cargo em primeiro de fevereiro e até hoje, dia 28 de junho, não acompanhamos um avanço sequer da educação no município”, contou Jorginho que ainda completou dizendo que o secretário é mal educado. “Falta educação para o secretário de educação de Campos”, relatou.

Já sobre o pedido de exoneração de Fabiana, Jorginho afirmou que a secretária vem “maquiando” os casos de Chikungunya na cidade. “A Fabiana não tem a mínima condição de permanecer no cargo de secretária de saúde. Recebi informações através de documentos que comprovam que o número de casos de Chikungunya é até três vezes maior que o divulgado pela prefeitura”, contou.

Ainda segundo Virgilio, outro grave problema enfrentado em Campos é o rombo de aproximadamente R$ 300 milhões no Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam).

“Existe aproximadamente uma dívida feita por empresários da cidade de aproximadamente R$ 300 milhões que vem se arrastando de outros governos e que não foram solucionadas na atual gestão”, finalizou.

Mulher morre após se ferir com taça de vinho em comemoração da vitória do Brasil


Uma mulher de 30 anos morreu, na tarde desta quarta-feira, após se ferir com uma taça de vinho quebrada enquanto comemorava a vitória do Brasil no jogo contra a Sérvia, em Itatiba, na região de Campinas. Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Itatiba, Tamara Maiochi estava sentada numa cadeira com o celular numa mão e o celular na outra. Ela se desequilibrou ao tentar levantar da cadeira para comemorar a vitória e caiu no chão. A taça quebrou e feriu o seu pescoço.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, as pessoas que estavam no local tentaram conter o sangramento enquanto o resgate era chamado, porém Tamara não resistiu e morreu no local. O caso foi registrado na delegacia e está sendo investigado como morte suspeita. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí e foi liberado na manhã desta quinta-feira. Tamara será enterrada na sexta-feira, na cidade de Conchal, em São Paulo.
Segundo a irmã de Tamara, Michelle Maiochi, o jogo já tinha terminado quando o acidente aconteceu. Ela contou que o vidro atingiu milimetricamente a principal veia do pescoço.

 É muito importante fazer esse alerta, pois é um perigo que não vemos e pode ser fatal. As pessoas precisam tomar cuidar cuidado, foi uma uma tragédia que aconteceu por uma coisa que parece tão pequena. Estamos todos devastados com essa tragédia — disse Michelle.
Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte de Tamara com postagens carinhosas.
"O céu está em festa. Lá se vai mais um anjo. Que sua passagem seja tão linda quanto você era aqui na terra. A vida é um sopro.. R I P Tamara Maiochi", escreveu uma amiga.
"Descanse em paz Tamara Maiochi, mais uma estrela brilhante no céu. Meus sentimentos a toda família", escreveu outro.
"As pessoas boas voltam pra casa mais cedo! Que Deus te receba de braços abertos, junto com aqueles que amamos que já partiram desta vida! Menina linda, cheia de vida, cheia de luz. Um pedaço de nós se foi. Te amaremos por todas as vidas", escreveu outra.

Polícia reforça segurança em sedes de jornais e emissoras de Nova York


A polícia de Nova York reforçou nesta quinta-feira a segurança em várias sedes de jornais e emissoras de televisão da cidade por causa do ataque em um jornal de Annapolis que deixou cinco mortos, informaram fontes oficiais.
Imagens divulgadas por diferentes meios de comunicação mostraram agentes policiais na porta das sedes de emissora como “CBS” e também na do jornal “The New York Times”, em medidas que são regularmente aplicadas quando há um atentado ou um ataque grave nos Estados Unidos.
Segundo informou o Departamento de Polícia de Nova York, a operação especial “não está baseada em nenhuma ameaça específica”, mas se tata de uma “prática habitual” neste tipo de situação.
“Estamos acompanhando os relatórios sobre Annapolis e enviamos equipes antiterroristas a meios de comunicação ao redor de Nova York”, afirmou no Twitter o escritório de imprensa da polícia de Nova York.
De acordo com os boletins divulgados até agora, um desconhecido abriu fogo hoje na sede do jornal “Capital Gazette”, em Annapolis (Maryland), com um saldo provisório de cinco mortos e vários feridos.
A polícia deteve um suspeito, mas não informou sua identidade nem a motivação do ataque. 

Relator no STF, Fachin vota a favor da contribuição sindical obrigatória


O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (28) a favor de a contribuição sindical voltar a ser obrigatória, na qual o trabalhador tinha um dia de trabalho no ano retirado do salário para manter o sindicato da categoria.
O repasse obrigatório foi extinto com a nova lei trabalhista, proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso no ano passado. A nova lei manteve a contribuição, mas em caráter facultativo, ou seja, cabendo ao trabalhador autorizar individualmente o desconto na remuneração.
Desde então, chegaram ao STF 19 ações com objetivo de tornar a contribuição novamente obrigatória. Várias entidades sindicais alegaram forte queda nas receitas, comprometendo a negociação de acordos coletivos e serviços de assistência aos trabalhadores.
Além disso, alegaram problemas formais na aprovação da nova regra. Para as entidades, o fim da obrigatoriedade não poderia ser aprovado numa lei comum, como aconteceu, mas, sim, por lei complementar ou emenda à Constituição, que exigem apoio maior de parlamentares.
O julgamento das ações começou nesta quinta com a manifestação de várias centrais sindicais, da Advocacia Geral da União (AGU) – que representa o governo e o Congresso – e também da Associação Nacional das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), única a defender a mudança.
O julgamento será retomado nesta sexta (29), com os votos dos demais ministros da Corte. A decisão depende da maioria dos votos entre os 11 ministros reunidos no plenário.

Voto de Fachin

Relator das ações no Supremo, Edson Fachin considerou que a Constituição de 1988 reforçou o papel dos sindicatos na representação dos trabalhadores, dando a eles várias atribuições em defesa das categorias. Para o ministro, o custeio das entidades também é previsto na Constituição.
"Entendo que, sem alteração constitucional, a mudança de um desses pilares desestabiliza todo o regime sindical e não pode ocorrer de forma isolada."
 Para o ministro, a nova lei trabalhista "desinstitucionaliza de forma substancial a principal fonte de custeio dos sindicatos".
Fachin acrescentou que, desde a década de 1930, foram atribuídas aos sindicatos funções "mitigadoras das tensões entre empregadores e empregados".
O ministro disse, também, que o fim da obrigatoriedade na contribuição implica em "renúncia fiscal", indicando que a arrecadação era uma receita pública, cujo corte deveria estar acompanhado de um estudo sobre o impacto orçamentário e financeiro sobre os cofres públicos.
"A inexistência de fonte de custeio obrigatório inviabiliza a atuação do próprio regime sindical previsto na Constituição [...] Sem pluralismo sindical, a facultatividade da contribuição destinada ao custeio dessas entidades, tende a se tornar instrumento que obsta o direito à sindicalização", afirmou o ministro.
O ministro Luiz Fux, durante a sessão desta quinta (28) do STF (Foto:  Carlos Moura/SCO/STF)
O ministro Luiz Fux, durante a sessão desta quinta (28) do STF (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Divergência

Após o voto de Edson Fachin, o ministro Luiz Fux apresentou o voto dele, divergindo do relator. Fux defendeu o fim da contribuição sindical obrigatória.
Para ele, não se pode impor ao trabalhador o pagamento do valor já que a Constituição assegura que ninguém é obrigado a se filiar a um sindicato.
"Não se pode impor que a contribuição sindical seja obrigada a todas as categorias já que a carta magna afirma que ninguém é obrigado a se filiar a entidade sindical".

Argumentos

Conheça abaixo os argumentos das partes envolvidas no julgamento:
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Em nome da CUT, José Eymard Loguércio disse que o corte prejudica o poder de negociação das entidades junto aos empregadores, especialmente levando em conta a nova orientação da reforma de fazer prevalecer acordos negociados sobre os direitos previstos na legislação trabalhista.
"A lógica de um compulsoriedade tem a ver com a importância do sindicato na negociação coletiva. Para que possa, numa relação de assimetria, enfrentar o empregador sem que dependa disso de espontaneidade na contribuição", disse.
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Representante da CTB, o advogado Magnus Farkatt disse que, com o fim da contribuição sindical, a independência econômica dos sindicatos foi "profundamente atingida". Ele disse ainda que, desde a aprovação da nova lei trabalhista, em 2017, a arrecadação dos sindicatos com a contribuição caiu 88%.
"Essa redução teve efeito drástico sobre as entidades sindicais brasileiras, muitas das quais tiveram que alienar parte de seu patrimônio com o objetivo de manter-se em funcionamento”, disse, apontando ainda redução de 24% nos acordos coletivos firmados com empresas. “Importou na perda significativa de direitos históricos dos trabalhadores, só possível em face da ausência de recursos", afirmou.
Governo e Congresso
A advogada-geral da União, Grace Mendonça, argumentou, por sua vez, que a nova lei não eliminou a contribuição sindical, somente a tornou facultativa.
"Liberdade sindical é uma via de mão dupla. Permite que as entidades se estruturem para defender e o interesse de seus filiados. Mas também assegura ao trabalhador um direito à filiação, e não obrigação de ser filiado. Ninguém será obrigado a filiar-se ou manter-se filiado a sindicato, é essa a regra da Constituição", declarou.
Abert
Representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), única entidade a defender o fim da contribuição sindical obrigatória, Gustavo Binenbojm disse que a reforma deu ao trabalhador a opção de contribuir de forma espontânea para manter os sindicatos.
"A contribuição compulsória deixou de existir por uma decisão política legítima. Mas a contribuição facultativa subsiste, subsiste a possibilidade de os sindicatos se fortalecerem quando atuantes, quando competentes, quando demonstrarem a atuação no melhor interesse dos seus representados", afirmou.

Ministro Marco Aurélio Mello manda soltar Eduardo Cunha, mas ex-deputado seguirá preso em razão de outros mandados


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta quinta-feira (28) soltar o deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso desde 2016 na Operação Lava Jato.
Cunha, porém, permanecerá preso em razão de outros mandados de prisão decretados pelas justiças federais de Brasília e do Paraná, em outras ações às quais ele responde por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras e a Caixa Econômica Federal.
Ao mandar soltar Eduardo Cunha, Marco Aurélio Mello derrubou uma prisão preventiva decretada pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte.
Nessa investigação, é apurado o recebimento de propina em troca de favorecimento à Odebrecht e OAS nas obras do estádio Arena das Dunas para a Copa do Mundo de 2014.

Defesa de Cunha

Após a decisão de Marco Aurélio, o advogado de Cunha, Pedro Ivo Velloso, divulgou uma nota à GloboNews na qual afirmou que o despacho do ministro "é um resgate da legalidade e da Constituição".
"Essa prisão era absolutamente ilegal e desnecessária. Decretada em um caso absurdo, em que nem mesmo os delatores de plantão se dispuseram a confirmar a leviana acusação", afirmou o advogado.

Investigações

Relembre abaixo as investigações que motivaram a prisão de Eduardo Cunha:
  • Fraudes na Arena das Dunas: A Polícia Federal afirma que houve pagamento de propina por empresas a Eduardo Cunha e a Henrique Alves, ambos do MDB, para serem favorecidas nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN), para a Copa do Mundo de 2014.
  • Fraudes na Caixa Econômica: Cunha foi condenado a 24 anos e 10 meses de prisão pela Justiça Federal de Brasília por envolvimento em fraudesem empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal.
  • Fraudes na Petrobras: Cunha foi condenado a 15 anos e 4 meses de reclusão pela Justiça Federal do Paraná por receber propina referente a contratos da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África.

PP-RS afasta deputado federal José Otávio Germano das funções do partido


O Partido Progressistas do Rio Grande do Sul (PP-RS) decidiu afastar o deputado federal José Otávio Germano das atividades partidárias e das funções na Comissão Executiva e no Diretório Estadual da sigla. O motivo seria uma confusão envolvendo o parlamentar na última sexta-feira (22), no bairro Petrópolis, em Porto Alegre.
Nas redes sociais um vídeo mostra duas pessoas cobrando, aos gritos, uma dívida do deputado. As imagens foram gravadas por um morador do mesmo edifício do parlamentar. A confusão foi resolvida quando uma viatura da Brigada Militar chegou no local, mas não foi registrada ocorrência.
O caso, conforme a legenda, será enviado ao Conselho Ética, que deverá apurar a viabilidade de se ofertar denúncia para instaurar um processo ético-administrativo junto ao Diretório Nacional do PP.
Em nota, o PP informou que a decisão sobre o afastamento ocorreu após reunião da Comissão Executiva e que considera os fatos "lamentáveis no campo da moral e da ética".
"Sob nossa ótica, sobretudo à figura do homem público, é de difícil justificativa o conjunto daquelas ocorrências, as quais – sempre resguardado o direito de defesa e a prova da verdade - por ora maculam a representatividade por si exercida, bem como atingem a dignidade da pessoa humana, no que tange à vida privada do seputado", diz a nota do partido.
A legenda ressaltou que o parlamentar terá direito à defesa e que a medida não está incriminando-o de forma antecipada, mas reforçou que todo filiado precisa cumprir o Código de Ética e Fidelidade Partidária.
"No campo político-partidário, mesmo sendo doloroso, não há como refrear a imposição estatutária de apuração de possíveis infrações éticas decorrentes dos lamentáveis episódios. Todo o filiado, desde o estabelecimento do liame partidário, está atrelado aos dispositivos contidos em nosso Código de Ética e Fidelidade Partidária", completa o texto.
"Como instituição, o PP gaúcho não tem compromisso com erros individuais. Isso, porém, não significa incriminar antecipadamente. Como todo e qualquer cidadão brasileiro, o parlamentar citado terá o direito de se defender e provar sua inocência", finaliza.

Datena lança candidatura e deixa aliados em saia justa





SÃO PAULO — Presente a contragosto, segundo o próprio, devido à morte de um amigo nesta quinta-feira, o pré-candidato ao Senado pelo Democratas, o apresentador José Luiz Datena, lançou sua pré-campanha com críticas ao mundo político e a uma das bandeiras do PSDB no Estado, a segurança pública. O candidato ao governo do Estado na chapa de Datena é o tucano João Doria, que também compareceu ao evento.

Vestido de preto, o apresentador falou por 15 minutos. Começou dizendo que estava lá apenas de corpo, mas não de alma, devido à morte do que chamou de "segundo pai", Antonio Buonaberba, proprietário do bar do Tonico na cantina Jardim de Napoli. E então emendou:
- (Me perguntam) Por que você está do lado de tanta gente que você mete o pau? Muito simples, o princípio básico de um acordo. 
O acordo bom não é aquele que é bom pros dois lados, é aceitar a parte ruim que vem do outro lado. Do outro lado da política tem uma parte extremamente ruim. A política brasileira está boa parte dela corrompida.

- Perceberam isso? Como vai reformar a política brasileira se não reforma os políticos? - acrescentou.

Doria, que se comportou como uma espécie de mestre de cerimônias durante o evento, procurou marcar o lançamento da candidatura de Datena como um sinal do fortalecimento de sua chapa, destacando que terá o maior tempo de televisão entre os adversários para o governo do estado. Ele também reforçou o apoio à candidatura do tucano Geraldo Alckmin à Presidência.

Já Datena disse que ficou "desesperado" quando o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa desistiu de concorrer. Sentado ao seu lado, o presidente da Câmara, que ainda mantém sua pré-candidatura ao Planalto de pé, não esboçou reação.

O PCC, criado aqui em SP, é a organização criminosa que mais cresce no mundo inteiro. Se ela é a organização que mais cresce no mundo inteiro significa que o sistema de segurança de São Paulo, do Brasil, está falido - disse.



A segurança pública é uma das principais bandeiras do PSDB. Doria tentou minimizar as críticas ao responder as perguntas da imprensa, lembrando que o estado tem um dos menores índices de homicídio do país.
- Nós não vamos mudar o Datena. Por isso ele é querido - minimizou Doria.



Datena ainda afirmou que quer usar as melhores ideias da esquerda e da direita e se definiu como um candidato de centro. E alfinetou um aliado de sua chapa, o PRB. O presidente do partido, Marcos Pereira, era esperado mas não pôde comparecer.



- Estou aqui em corpo mas o meu espírito não está aqui. Toda a vez que eu dei a minha palavra, eu cumpri. Quando não cumpri eu paguei e paguei caro. Não sei se é por isso que o cara do PRB não está aqui, mas eu paguei a conta da Record - disse em referência à multa milionária que teve que pagar quando deixou a emissora, ligada à Igreja Universal, assim como o partido. Datena hoje é apresentador da Band, mas deixará seu programa para se candidatar.
Antes de deixar o evento, Datena elogiou Doria pelo seu pique e por estar em "48 lugares ao mesmo tempo". Mas também não o poupou de alfinetadas ao mencionar a foto que o ex-prefeito tirou fantasiado de gari no início de sua gestão à frente da Prefeitura da capital.
- Eu já disse pra ele: você não me vem me acordar as 3 horas da manhã pra me vestir de gari, eu não vou, vamos com calma aí. Eu não tenho o pique que ele tem. Ele me deu o DoriaVit, a vitamina que ele toma, nem se eu tomar todos aqueles remédios eu vou conseguir fazer o que ele faz.

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