A Subprocuradora Cláudia Sampaio defendeu nesta terça-feira (15), em julgamento na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação do deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) na Operação Lava Jato.
Além da condenação à prisão, a PGR cobra de Meurer e dos filhos parte dos R$ 357,9 milhões que teriam sido desviados da Petrobras em benefício do PP dentro da Diretoria de Abastecimento.
A defesa contestou as acusações de corrupção e lavagem de dinheiro e pediu a absolvição alegando que a denúncia se baseou somente na palavra de delatores e que não há provas diretas do recebimento de propina e tentativa de esconder os recursos (leia mais abaixo outras informações sobre a argumentação da defesa).
A ação penal contra Meurer é a primeira da Lava Jato a ser julgada no tribunal. A Segunda Turma do STF é formada por cinco ministros, mas nesta terça Dias Toffoli, em viagem ao exterior, não participou – os demais ministros são Edson Fachin, Edson Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Em sua fala, a subprocuradora Cláudia Sampaio chamou a atenção para o papel de liderança que Meurer exercia no PP e afirmou que ele agia dentro do esquema de corrupção na Diretoria de Abastecimento da Petrobras, entre 2006 e 2014.
“Naquela época, Nelson Meurer exercia a liderança do partido e, com o falecimento de José Janene [ex-deputado do PP] em 2010, a posição de Nelson Meurer subiu ainda mais no ápice do partido, para assumir uma posição de liderança. E ele pôde comandar esse esquema de liderança e a prática de conjunto de crimes que lhe foram imputados”, disse a subprocuradora.
Primeira a se manifestar no julgamento do parlamentar, em nome da acusação, Cláudia Sampaio reafirmou o teor da denúncia apresentada contra Meurer pela Procuradoria Geral da República (PGR), segundo a qual ele teria recebido R$ 29,7 milhões em 99 repasses mensais de R$ 300 mil, operacionalizados pelo doleiro Alberto Youssef.

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