sexta-feira, 6 de julho de 2018

Guarda é condenado a 28 anos de prisão, e defesa pede para que tenham “misericórdia” dele


O ex-agente da Guarda Civil Municipal de Campos, Uenderson de Souza Matos, foi condenado na noite desta quinta-feira (5°) a 28 anos de prisão por ter mandado matar a sua ex-companheira, Patrícia Manhães, no dia 13 de abril de 2016.
Segundo o juiz responsável pelo caso, Bruno Rodrigues Pinto, da 1ª vara cível de Campos, as provas apontam para crime premeditado, ou seja, que tudo foi planejado para o assassinato da vítima.Ao final de sua fala, o advogado de defesa de Uenderson pediu para que o júri tivesse misericórdia do seu réu por ele ter perdido emprego, esposa e família em uma atitude diabólica.
Além de Uenderson, Genessi José Maria Filho, que também é ex-agente da GCM, foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão por ser considerado o intermediário entre Uenderson e o assassino.
Além dos dois condenados, outro que também estava no banco dos réus era Jonathan Bernardo da Silva, que era tratado como o possível executor do crime. Porém, para o júri, Jonathan é inocente. O rapaz supostamente teria feito uma festa de aniversário para sua filha com suposto dinheiro que recebeu pelo crime. Porém, Jonathan contou em depoimento, que a festa foi organizada em fevereiro e que teria arcado apenas com o aluguel de brinquedos. Sobre a possível festa no Parque São Matheus, o rapaz contou que fazia parte do tráfico de drogas no local e que a festa havia sido bancada pela facção criminosa que domina o bairro e foi feita para os moradores.

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